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| Monday, 5-Jun-2006 01:28 |
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a última pá de terra...
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Essas minhas promessas vazias, apagadas no tempo e espaço,
E essas tuas juras irreconhecíveis, tantas lágrimas e batidas...
Não, eu não vou cobrá-las.
Porque eu sei o rosto para o qual elas se dirigiam,
Sonho que desaparece às primeiras luzes da matina,
Criado pelo instinto de sobrevivência tão forte de quem já perdeu.
Então não vou sentir culpa neste jogo,
Ou esperar as sempre inventivas formas do teu silêncio,
Ou guardar teu retrato, ou esperar teu pranto.
Hoje eu vou partir e nunca mais volver,
Recolher a mão, escrever uma carta, ir mais adiante,
Eu vou te olhar e não te reconhecer.
Hoje eu não tenho a quem esquecer.
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| Saturday, 24-Dec-2005 00:00 |
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Pavel Pavlovicht Trussotski
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Pavel e seu bichinho de estimação
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Oi Necaaaaaaaaaa
São as fotos do mais novo baby da família: Pavel Pavlovicht Trussotski. Ainda não te conhece, vou acabar tendo de mostrar fotos suas para ele... Basta dizer que TODOS os dentes dele são afiados e ele não quer saber se o que está mordendo é pé, mão, braço, orelha ou rosto! Fico te esperando para o reveilon! BJOS!
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| Saturday, 10-Dec-2005 00:00 |
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Meu amor ocultou de seu rosto
o feliz e o desgosto,
Tendo-o posto para não mais mudar.
A mágoa emprestou-lhe outro,
cujo coração partido um dia
teimou em virar mar.
Água, sal e areia
Singrou multidões alheias
procurando voltar.
E hoje eu sei...
Meu amor ocultou seu rosto,
perdeu-se em desgosto e
fez-se para sempre mar.
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| Tuesday, 22-Nov-2005 00:00 |
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A voz do teu choro
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Era uma vez um espaço desonesto de tantas flores e silêncios,
desnudo por árvores e folhas verdes sem forma.
Era uma vez um quadrado de coisas vivas,
molhado pela chuva e eternamente proibido ao homem.
Era uma vez um momento absolutamente contrário
à idéia de que perfeito é o círculo iluminado pelo sol.
Era uma vez, um jardim onde a chuva caía docemente,
batizando flores caídas ao chão.
Era uma vez a tua lágrima não derramada e teu imposto isolamento
Sempre velados por guardas na torre de marfim.
Era uma vez o consolo que não veio, porque não chamaste,
Ou porque simplesmente eu não vim.
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| Friday, 18-Nov-2005 00:00 |
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Memória...
Estou sentada na varanda, de frente para o mar.
O sol já nasceu há algum tempo.
Não há bancos, somente uma escada de construção encostada na parede.
O vento frio da manhã me faz querer voltar para dentro de casa.
O silêncio me cerca. Não há nada de mágico.
Mas você está sentado ao meu lado...
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| Thursday, 10-Nov-2005 00:00 |
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Olhando a vida passar pela janela
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Uma revelação: espíritos livres e afins também pegam resfriados...
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| Wednesday, 9-Nov-2005 00:00 |
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Lemon tree
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OI gente,
Em Campina Grande, fugindo do trabalho por 24 horas e brincando com a máquina fotográfica. bjos!
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| Monday, 7-Nov-2005 00:00 |
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Alice
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By Disney
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Alice acordou e partiu, nunca se despediu, talvez porque não tivesse de quem se despedir.
Mas, naquela manhã, ela sabia que tudo isso era mentira.
O passado brilhava em sua porta, revelando obscuros desejos,
Confundia-se com o futuro ali também exposto nos diversos caminhos.
Tudo por ela desconhecido, partiu seguindo um instinto quase canino,
Ignorando o local onde trabalhava, ruas inusitadas, excentricidades dos motoristas.
Lago, descampado, ruas estreitas, momentos esparsos,
paisagem acidentada de sua vida de outrora. Toda assimetria,
ousadamente abriu os braços, acolheu a insanidade em sua volta.
Um dia inteiro se passou e ela voltou para casa suavemente frustrada:
fracassara em encontrar o que quer que procurava.
Sentou cansada em sua sala, dormiu enquanto ouvia os sinos da igreja,
E acordou cruzando mais uma vez o portão de sua casa.
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| Wednesday, 31-Aug-2005 00:00 |
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Reflexos
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Você me viu e parou. Tentou decidir-se,
Enquanto seus pés a traíam.
Você veio e o coração ficou.
Eu vi e parei. Esperei o silêncio decidir,
Tanto, que sequer ouvi meu coração partir.
Eu me senti diante de um estranho espelho.
Nós somos iguais,
Eu não vou mais me iludir,
Pois os espelhos não mentem.
Quando você partiu sem se despedir?
O espelho se estilhaça,
Não mais finjo estar aqui.
E a imagem se fragmenta
E, nesse silêncio cheio de lágrimas,
Só resta a antiga moldura vazia
E o alívio da sua imposta ausência.
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| Sunday, 31-Jul-2005 00:00 |
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Give Up
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Juan Miró - Singing Fish
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Estou cansada, irritada, magoada.
Eu quero que você desapareça da minha vida
Então eu fecho os olhos e desejo com força sua partida!
A escuridão se faz ao meu redor,
Não há luz sequer para me enxergar.
E você continua lá!
Um fantasma?
Você me causa dor e não espanto.
Por que você não desaparece?
Dói e eu me escondo
Atrás de muros que você ultrapassa.
Tento correr, mas você me acompanha.
Desisto, tento chegar perto.
Agora é você quem corre.
Onde vamos parar?
Meu cérebro me diz que não é real.
É ilusão de ótica.
Estúpida miragem no meio do deserto.
Por que eu continuo a ver você?
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